Le Santé

Transplante de Medula Óssea, tudo o que você precisa saber

27 de fevereiro de 2020
medula óssea

O transplante de medula óssea é um tipo de tratamento indicado quando há diagnostico positivo em caso de doenças sanguíneas. Temos como exemplo de doenças sanguíneas as Leucemias e Linfomas. O transplante de medula tem como principal objetivo a substituição das células afetadas pela doença, fazendo assim, a reconstrução por uma célula saudável.

Para realização do transplante, o próprio paciente pode ser o doador (chamamos de transplante autogênico) e há a opção de receber a medula de um doador (chamamos de transplante alogênico).

Em alguns casos, como mielodisplasias e leucemias, o transplante de medula óssea pode ser combinado com outros tipos de tratamento para que haja uma maior chance de assertividade no combate a doença que está sendo tratada.

Mas o que é a medula óssea?

A medula é um líquido gelatinoso que se encontra dentro dos ossos, pode ser conhecida também como tutano. Na medula óssea é onde é produzido os componentes sanguíneos (hemácias, leucócitos e plaquetas).

As hemácias são as responsáveis pelo transporte das células de oxigênio do pulmão até as outras células do nosso corpo e leva as células de gás carbônico para o nosso pulmão.

Os leucócitos são responsáveis por defender o nosso corpo de possíveis infecções.

As plaquetas cuidam da parte de coagulação sanguínea.

Como realizar o transplante?

Para realizar o transplante de medula óssea, o passo inicial são os exames de compatibilidade, onde são analisados as amostras do doador e receptor para verificar a compatibilidade, certificando que não haja rejeição por parte do organismo do receptor.

Após essa análise de amostra, o doador é levado ao centro cirúrgico onde passará pela coleta de medula. Todo procedimento tem duração de mais ou menos duas horas. A realização da coleta da medula não causa nenhuma adversidade na saúde do doador.

Para receber a medula que foi colhida do doador, o receptor (paciente) passa por um tratamento que ataca diretamente as células doentes da medula, logo após, recebe uma aplicação das medulas saudáveis.

Há riscos ao realizar o procedimento?

Os principais riscos para o paciente é em relação as infecções que podem ser causadas pelas drogas utilizadas no tratamento quimioterápico.

Algumas vezes pode acontecer o que chamamos de doença enxerto contra hospedeiro que é quando a medula saudável reconhece alguns órgãos como estranhos já que a medula se trata das células de defesa do organismo. A doença enxerto contra hospedeiro é relativamente comum e algumas vezes pode ser controlada com medicamentos específicos.

Para o doador, os riscos são quase mínimos já que dentro de algumas semanas a medula óssea será totalmente recuperada pelo organismo.

Pós-transplante

Após o transplante, principalmente, o paciente deve estar atento em alguns sintomas, que podem ser:

  • Febre (igual ou maior que 38º c)
  • Mal estar
  • Calafrios
  • Alterações na pele
  • Tosse ou falta de ar
  • Alterações nas fezes
  • Vômitos ou enjôos
  • Dores no corpo

Contudo, é importante que o paciente esteja em contato frequente com o hematologista responsável e sua equipe multi disciplinar.

Fonte: INCA

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